Alinne Rezende

Photographer
  
Menu   Info
Location: Larnaca
Nationality: brazilian
Biography: Photography has always matched with all my passions, all my choices and curiosities. It has always been my best excuse - excuse to be there, to go, to tell, to listen, to come back, to know more or to be just a memory. It has made me think, look,... read on
News
The civic part of photography in the society
alinne rezende
Mar 15, 2019
It is not new, that even in a generic way we have always had a vague desire to save the world. Perhaps the very collective subconscious thinks that this is too much for us, mere mortals, so we found something else to take care of this responsibility — photography. But do you really believe that photography can change the world?

Naively, once I believed that an image could save the world. Nowadays I can unquestionably say that no, an image is not able to change the world. It is only capable of maybe to become an icon. The most recent example, the photo of a small Syrian boy who drowned on a Turkish beach along with others who sought after refuge and hope in Europe. Or as in 1972, the image of the girl burned by napalm or as the photo of 1994 where the vulture lurking an undernourished child. There isn’t and never was an intetion to “change the world” behind those photos, only to change the men lives’.

When an image reaches the maximum of its potential, in other words, when it becomes an icon in the visual repertoire of all, it puts a human face on issues which from afar can appear abstract or ideological, it puts a humanity aspect on what happens at a popular level with ordinary citizens who are away from holophotes of power. It stimulates the public opinion and gives impetus to public debate, forcing the parties involved, directly or indirectly, to take responsibility and take actions.

Without getting into the discussion and the principles of ethics, of what should and what shouldn’t be published, many of these images are shocking without being explicit. Certainly they are the scars that would never let us forget how and where we failed. How many times we chose not to get involved. How many times we closed our eyes and we covered our ears to a distress call. The reality is harsh sometimes, and the social problems won’t be solved until these problems are identified and seen.

In his speech at TED, James Nachtwey, a famous photojournalist, said: “Photographers go to the extreme edges of human experience to show people what’s going on. Sometimes they put their lives on the line, because they believe your opinions and your influence matter. They aim their pictures at your best instincts, generosity, a sense of right and wrong, the ability and the willingness to identify with others, the refusal to accept the unacceptable.” At last, photography never changed the world, not ever. But every time we confront a powerful image, we only have two choices: turn our face way or look into the image. The latter will hopefully leave its impact and it will push us to question our core beliefs and our responsibilities and action is completely up to us.


Article originally posted at Revista Old's blog  http://revistaold.com/blog/o-papel-civico-da-fotografia-perante-a-sociedade/ 

O papel cívico da fotografia perante a sociedade


Não é de hoje que temos, nem que seja de um modo em geral, um vago desejo de “salvar o mundo”. Talvez o próprio subconsciente coletivo acha que isso seja muito para nós, reles mortais, achamos outro para assumir esta responsabilidade — a fotografia. Mas você acredita mesmo que a fotografia pode mudar o mundo?

Inocentemente, já acreditei que uma imagem poderia mudar o mundo. Hoje digo seguramente que não, a fotografia não é capaz de mudar o mundo! Ela é apenas capaz de tornar-se um ícone. Como recentemente, a imagem do pequeno menino sírio afogado na praia turca juntamente com outros que buscavam refúgio e esperança na Europa. Ou como em 1972 , a imagem da menina queimada por napalm ou como a foto de 1994 do urubu espreitando a criança desnutrida. A intenção da fotografia não é e nunca foi de “modificar o mundo”, apenas visa modificar a vida dos homens.

Quando uma imagem atinge o máximo de sua potencialidade, ou seja, torna-se um ícone simbólico no repertório visual de todos, ela coloca uma face humana nos problemas que de longe podem parecer abstratos ou ideológicos, coloca um lado humano no que acontece num nível popular com cidadãos comuns que se encontram longe dos holofortes do poder. Estimula a opinião pública e dá ímpeto ao debate público, força as partes envolvidas, direta ou indiretamente, a assumir responsabilidades e a tomar atitudes cabíveis.

Sem entrarmos na discussão e nos princípios da ética, de que o que deve e o que não deve ser publicado, muitas dessas imagens chocam, mas nem sempre são explícitas, certamente são as cicatrizes que nunca nos deixaram esquecer como e onde falhamos, de quantas vezes escolhemos não nos envolver ou ainda, de quantas vezes fechamos os olhos e tapamos os ouvidos à um pedido de socorro. A realidade, muitas vezes, é dura e os problemas da sociedade não serão resolvidos até que os mesmos sejam identificados e vistos.

Em seu discurso no TED, James Nachtwey, famoso fotojornalista, disse que “fotógrafos vão às fronteiras extremas da experiência humana para mostrar aos outros o que está acontecendo. Algumas vezes eles põem suas vidas em linha, porque eles acreditam que a sua opinião e influência fazem a diferença. Eles focam suas fotos em nossos melhores instintos, generosidade, um senso de certo e errado, a habilidade e a vontade de se identificar com os outros, a recusa de aceitar o inaceitável.” E com sua fala eu termino deixando exatamente essa questão de que a fotografia jamais mudou o mundo, mas quando somos confrontados por uma imagem poderosa, temos duas escolhas: virar o rosto ou focar na imagem.Elas deixarão o seu impacto, elas nos empurrão a questionar o núcleo de nossas crenças e de nossas responsabilidades e cabe unicamente a nós a ação.

Texto originalmente publicado no blog da Revista Old http://revistaold.com/blog/o-papel-civico-da-fotografia-perante-a-sociedade/ 
1,148

Also by Alinne Rezende —

Join us
for more access