• Alinne Rezende

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  • Location: Brazil/Cyprus
    Nationality: brazilian
    Biography: Photography has always matched with all my passions, all my choices and curiosities. It has always been my best excuse - excuse to be there, to go, to tell, to listen, to come back, to know more or to be just a memory. It has made me think, look,... read on
3am
alinne rezende
Jan 11, 2019

As coisas que vão tirar seu sono, realmente te pegam de surpresa às 3 da tarde de uma terça feira qualquer, ou outro desses dias que você menos espera. Esses dias não tem como prevermos.

O meu chegou à menos de 24h de embarcar em um avião, mas a vida tem dessas surpresas. Surpresas não, porque estou em um estágio de que acho que a vida não é sobre surpresas e sim sobre ofertas. Ela nos oferta em tudo, tudo até onde não imaginamos. Tudo tem algo a oferecer, mas precisamos enxergar o que está a nossa frente. E esse é o estágio em que me encontro, o de querer enxergar porque só ver não basta. É raso demais.

Mas não estou aqui para falar sobre o meu querer enxergar e sim sobre as coisas que acontecem quando menos esperamos, e nos tira do rumo, do plumo e ao mesmo tempo nos coloca no eixo. Entende?

Vemos comemorações sobre nossas conquistas, nossas alegrias, mas não vemos a alegria, as conquistas das horas que não são tão “belas” (entre aspas porque a beleza está, pra mim, em tudo para aqueles que estão dispostos de abrir mão de seus conceitos, para apreciar também o desconhecido).

A vida é assim, fato, a notícia que julgará ser ruim, pode ser ruim mesmo, pode ser difícil de lidar, pode! Pode amargar, mas temos também que saber apreciar o gosto do amargo, para poder compreender.

Transcender nossas próprias limitações, nossos próprios conceitos é libertador, mas que isso, é esclarecedor. Vemos onde paramos e onde podemos chegar se deixarmos nosso ego para abraçar o nosso todo!

A notícia que eu recebi, contudo, ainda não sei quais serão as consequências, mas sei, que vejo além da confusão em que me encontro, e não importa tanto onde vamos chegar, tanto quanto saber admirar, até mesmo, as pedras do caminho da mesma forma que se admira as flores.


Pensamentos de uma dessas noites de julho, apenas eu, os cachorros e um copo de tubaína.

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