Andrew Johnson

Photographer + Photojournalist
   
Belo Sun
Location: Rio de Janeiro, Brazil
Nationality: Canadian
Biography: Andrew (b. 1987) is an award-winning visual journalist and storyteller based between his native Canada and adopted Brazil. His longterm work is focused on socio-environmental narratives related to the working class struggle against systemic... MORE
Public Story
Belo Sun
Copyright Andrew Johnson 2022
Updated Jan 2022
Location Altamira, Pará
Topics Capitalism, Climate Change, Community, Conservation, Documentary, Environment, Essays, Ethnic minorities, Human Rights, International Stories, Journalism, Latin America, Photography, Photojournalism, Water
Summary
The once-mighty Xingu river is dying. The lifeblood of one of Earth’s greatest rivers is being choked by the Belo Monte hydroelectric dam, one of the largest in the world. The Great Bend of the Xingu River happens to be one of the most biodiverse and fragile ecosystems in Amazon region. It’s also mineral rich. A Canadian mining firm that wants to build Brazil's largest ever open-pit gold mine on the banks of the Xingu. Now the very existence of the river, the forest and its people is at stake.
The mighty Xingu River is dying, choked by the world's fourth largest hydroelectric dam, the Belo Monte. The river's Great Bend is a biodiversity hotspot in one of the most fragile and important ecosystems on the planet. It’s also mineral rich.

The Canadian mining company Belo Sun wants to build Brazil’s largest open-pit gold mine in the middle of the heart of this region. The mine would use deadly cyanide in the recovery process along with the same tailings dam as the ones that burst in Minas Gerais state, burying entire communities and hundreds of people under a toxic sludge. The "unacceptably high" risk to the Xingu, should the mine come to pass, has motivated a small but determined resistance against the company.
 
The riverside community of Vila da Ressaca on the site of the proposed mine is caught in the middle of a struggle for the region's future. For years Belo Sun has taken advantage of pro-mining government policies, corrupt authorities, and the absence of law and order to advance the project towards construction. Numerous legal challenges to its licenses and repeated omissions in the community consultation process have not stopped the company from advancing its agenda even during the Covid-19 pandemic.

A lack of basic infrastructure and services available to communities in the remote and poverty-stricken region scarred by the construction of the Belo Monte dam has disrupted resistance. In the absence of public services, many see the private companies as the only way forward. Meanwhile, illegal loggers, land grabbers and gold prospectors have only intensified their activities, encouraged by the weakening of oversight linked to Jair Bolsonaro's rightwing government and his local allies and their open-door policy towards the exploitation of the Amazon. In 2021 the federal government named the Belo Sun's Volta Grande project one of "national security". Under intense pressure from outsiders who see the land, forests and rivers as a commodity, the communities that depend on them for their survival continue to resist, unsure of their future.

“They want to take in a few years everything that has sustained us for decades,” says Idglan Pereira Sousa, 34, a lifelong resident of Vila da Ressaca, “we don’t have this capitalist mentality, ‘today I want ten thousand, tomorrow twenty, the next day thirty’ and we’re never satisfied. This [community] is ancient, it could last for generations.”



A selection of images from this project have been published in the Estadão de São Paulo newspaper stories following an illegal land deal between Belo Sun and the federal government.
O rio Xingu está morrendo, sufocado pela quarta maior hidrelétrica do mundo, a de Belo Monte. A Volta Grande do rio é um hotspot de biodiversidade em um dos ecossistemas mais frágeis e importantes do planeta. Também é rico em minerais.

A mineradora canadense Belo Sun quer construir a maior mina de ouro a céu aberto do Brasil no coração desta região. A mina usaria cianeto mortal no processo de recuperação junto com a mesma barragem de rejeitos que explodiu em Minas Gerais, enterrando comunidades inteiras e centenas de pessoas sob um lodo tóxico. O risco "inaceitavelmente alto" para o Xingu, caso a mina aconteça, motivou uma pequena, mas determinada resistência contra a empresa.
 
A comunidade ribeirinha da Vila da Ressaca, no local da mina proposta, está no meio de uma luta pelo futuro da região. Durante anos, a Belo Sun aproveitou as políticas governamentais pró-mineração, autoridades corruptas e a ausência de lei e ordem para avançar o projeto em direção à construção. Inúmeras contestações legais às suas licenças e repetidas omissões no processo de consulta à comunidade não impediram a empresa de avançar em sua agenda, mesmo durante a pandemia de Covid-19.

Com a falta de serviços e infraestrutura básica disponíveis para as comunidades na região, remota e atingida pela pobreza marcada pela construção da barragem de Belo Monte, a resistência é enfraquecida. Na ausência de serviços públicos, muitos veem as empresas privadas como o único caminho a seguir. Enquanto isso, madeireiros ilegais, grileiros e garimpeiros apenas intensificaram suas atividades, incentivados pelo ausência da fiscalização ligada ao governo de direita de Jair Bolsonaro e seus aliados locais e a política de portas abertas para a exploração da Amazônia. Em 2021, o governo federal classificou o projeto Volta Grande do Belo Sun como um de "segurança nacional". Sob intensa pressão de forasteiros que veem a terra, as florestas e os rios como mercadoria, as comunidades que deles dependem para sua sobrevivência continuam resistindo, inseguras quanto ao seu futuro.

“Querem levar em poucos anos tudo o que nos sustenta há décadas”, diz Idglan Pereira Sousa, 34 anos, morador vitalício da Vila da Ressaca, “não temos essa mentalidade capitalista, 'hoje quero dez mil, amanhã vinte, depois trinta' e nunca enche a bolsa. Esta [comunidade] é antiga, pode durar gerações.”



Uma seleção de imagens deste projeto foi publicada nas matérias do jornal Estadão de São Paulo após um negócio ilegal de terras entre a Belo Sun e o governo federal no final do 2021.

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